sexta-feira, 10 de junho de 2011

Noite de Vigília



Quietude perturbadora e sombria
Que desperta as almas profanas
A perambular pelas vazias ruas
Nessa madrugada trevosa de ventanias
A procura de razões
Espantando solidão
Buscando a cura...
Para um corpo castigado por duras desilusões

Desvenda-se do poder noturnal
Sentindo a liberdade de saborear o mais promíscuo prazer
De respirar o ar de pecados libertinos
Ao alimentar-se de orgasmos múltiplos
Originado pelas horas de deturpa
... Onde impera orgias mútuas e sórdidas
Entre vivos e mortos
Provenientes de almas condenadas ao desespero insaciável
Famintos de impurezas caliginosas
Julgadas ao inferno ardente
Onde a luxúria reina, e domina com devassidão a
Força sexual mais infame...

Nessas noites em que se prostituem
Com os deuses do seu tomento mortiço
Pelas caladas dessas ruas
Nos arredores desse mundo poluente
Corrompida pelas impurezas dessas almas doentias
Transmitindo esse pecado repugno
Que faz nascerem os filhos da escuridão
Nessa vigília de maldições
Ao comando de Lúcifer.

Prisioneira da Solidão



Sou uma alma excêntrica
Amargurada pelo destino
Perdida nesse mundo de escuridões
Abandonada pelas sombras amavios
Desprezada pela mais pura paz, que afagou meu âmago

Sendo tragada por essa negridão densa e tenebrosa
Desse âmbito gélido
Que me aprisiona nessa barreira de isolamento infinito
Fruto desse sofrimento que persiste amargamente
Amortizando-me com lástimas

E por essa dor agonizante
Faz encharcar o meu semblante abatido
Por lágrimas de desalento
Fazendo os sentimentos de alegria fenecer
Dando-me um vazio constate e perturbador
Consumindo noite e dia por dentro
E que suga a última gota de venturas
Um tédio atormentador que sufoca minhas esperanças
A torturar nesse final da minha vida efêmera...
Nesse silêncio infinito...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...