quinta-feira, 29 de março de 2012

Apelo à sombra



Peço-te
Que não me abandones,
Nos momentos mais aflitos que corroem o meu peito que me leva aos infinitos prantos...
No clarear da lua você está presente, fazendo-me companhia, que supera a minha dos, dos sentimentos de solitude, das noites mais tristes em que passo em claro...
Mais sei que sou dona da sua escuridão sombrosa, e mesmo assim não me abandones, nem mais uma noite, pois quero compartilhar esse imenso amor que tenho esse amor que outros pisoteiam de desprezo...
Pois você é minha única escura saída, em que possa me sentir segura, protegida pelo frio do abandono dos outros entes, malignos de coração, e que por dentro não há amor algum que possa sentir por mim.
Anseio de tua trevosa presença, o teu silencio envolta de Minh ‘alma, a sentir esse forte vínculo entre mim e você..., minha eterna sombra, e que não me abandones jamais!



Até o próximo escurecer!

Palavras recolhidas


Diante do meu sepulcro
surgem palavras 
do meus últimos pensamentos ativos
dentro do meu íntimo
então moribundo
um tanto soturno...
Antes de partir
quero deixar por escrito
sentimentos que se resumem em palavras
palavras de pura aflição
para que fiquem guardadas
as lembranças de minha pessoa...
que jamais ficará a mercê
de minha memória
apagada pelo sono eterno...
...em meu santo sepulcro!

sexta-feira, 16 de março de 2012

O despertar do sono!



clara e fria era a noite que eu me despertei
naquela tumba eu sai, envolta do silêncio tenebroso, obscuro
a lua cheia brilha, recarregando minhas energias
perdidas em um sono profundo quase eterno...

saio desse campo santo, vazia de sentimentos
e ando nessa floresta negra buscando almas de consolo
perdidos nos umbrais neblinosos
em que a mata virgem ocultam com espinhos e armadilhas.

deparo-me com o intenso desespero
que corroe o meu corpo, necessitando de alimento
e ando, nesse escuro buscando ente
para devorar, com unhas e dentes...

e então
encontro-me com um elo
perdido entre os arvoredos das trevas
com um mero medo estampado no seu semblante inocente
e sem dó e sem coração,
a devoro com gosto e com mais puro prazer,
desfrutando a satisfação de uma fome que carrego por anos dentro de mim
naquele sono profundo e quase eterno
naquela torturante tumba negra
em que a lua branca me despertou
na meia noite fira ofuscada pelo silêncio...
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