segunda-feira, 25 de junho de 2012

Copo de sangue



esse copo que ei de beber,
e que dentro
há uma alma de uma pessoa que amava
uma amasia que dominava meu mundo
contemplando prazeres,
ao longo das noites estreladas e luar...

meu amor,
que jaz por minha causa,
que em teu corpo eu possui...
e que agora se resume em sangue, pois ei de beber
para manter guardada entre minha alma
manter viva a sua doce paixão,
o seu puro afeto
nas profundezas do meu duro coração.

Póstuma presença



As cinzas do seu corpo envoltas nesse fogo
Que arde e consome o meu espírito doentio...
Aflito pela dor da perda... Da sua partida...
Pois sei que tu me vês, me ouves,
Pois sinto a tua presença diante desse fogo chamejante...
Essa fumaça mística...
Abraçando-me com deleite!

Doce Agonia...



o desespero é meu pão de cada amanhecer,
sinto-me a obrigação de consumir,
pois as feridas do abandono se agrava,
provocando longas dores
de um sofrimento tão torturante...
em que tenho que me dar...
com essa tristeza eterna que acarreta no meu coração
vizivelmente destroçado
pelos amores em vão
da crueldade infinita
suplícios e castigos...

Após a morte


Encontro-me nesse estado
letárgico eterno
a única luz que me mantinha viva
se apagou de vez.
agora a escuridão funesta me abraça,
me acolhe com todo regalo...
pois pertenço agora a um mundo dos silêncios,
dos ares das sombras tenebrosas,
onde o além oculta a minha alma mortiça,
em que adiquiro poderes póstumos ao meu espírito
que se mantém vivo
nesse putrefeito cadáver, prato cheio aos vermes que devora...

Nessa primeira noite eu vago
pela calada da noite velha
atrás de almas reluzentes de vida
antigos amores outrora traidores...
entes que lamentam a minha ausência dia e noite!

domingo, 3 de junho de 2012

Carta de liberdade..



Deixe-me partir
Oh dolorosa solidão!
Pois quero descansar,
Estancar essa dor
Com o silêncio eterno
Entregar-me ao torpor!
Oh, tira-me.
De vez esta minha amarga vida,
Que me tortura ao longo dos meus dias
Em que a angústia corrói
Todo o meu sangue...
Reinando assim um ódio mortal
Que me leva aos prantos
Desesperadamente por adormecer...
Leve-me em um lugar
Um sarcófago mais fresco
Pois lá quero dormir
Quero partir para o mundo
Aonde as almas do silêncio irão me acolher.
Onde o escuro impera
Pois ei de recolher!
Eternamente...

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