terça-feira, 31 de dezembro de 2013

3 anos de Santuário das Trevas!!!


Mais uma ano de obscuras poesias, contos e histórias que inspiram o lado escuro da vida! parabéns santuário das Trevas, por estar divulgando os obscuros sentimentos do meu cotidiano!!!

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Meu Sonho - Parte 2



No sonho, estava plena de saudades. Aquela angústia que aflora intensamente o meu coração, uma saudade louca de rever o Jorge, mesmo morto... Pois essa saudade me fez chorar muito... e cometer loucuras para ficar perto do meu Jorge. Pois é o que pretendia fazer.
Levantei-me da cama, e era justamente as 3 da madrugada. Saí de fininho de casa vestida de uma camisola esvoaçante de seda branca que o Jorge me deu no presente do dia dos namorados. A rua estava silenciosa, mal iluminada e fazia um frio intenso, mas o meu instinto louco e de amor ao Jorge me fazia superar todos os obstáculos naquele momento.
E fui andando, até o cemitério aonde ele foi sepultado. Meu coração batia tanto que parecia sair da minha boca, as emoções afloravam em minha alma, e a ansiedade estava a mil por hora. E quando cheguei no portão do cemitério, estava trancado, daí eu pulei o muro, e fui andando até túmulo dele. Quando eu cheguei ao túmulo de Jorge, eu me ajoelhei e comecei a chorar, a chorar muito, dizendo:
_ Oh meu Jorge, você me faz falta, meu bem... Você é parte da minha vida, que foi roubada de mim... Eu te amo Jorge, eu te amo muito! Eu te amo... Eu te amo.... Meu Jorge...
Soluçava muito, pois não agüentava mais viver sem ele, era um amor doentio, mórbido, que me fez cometer mais outra loucura: Escavar o seu túmulo. Pois eu fui até uma casinha onde ficavam as ferramentas dos coveiros e peguei uma pá. E depois fui escavando o túmulo de Jorge e abri o caixão dele. Que caixão bonito! Todo preto do jeito que o Jorge gostava. E lá estava o corpo de Jorge, cadáver ainda fresco, e sem nenhuma marca de putrefação! Mas estava tão pálido e gelado que dava dó. Acariciei o rosto dele, o corpo dele, e até as partes íntimas dele, e isso me bateu um tesão... Pois eu tirei a minha roupa e desabotoei o sobretudo e a calça dele, e fiz amor com ele. Senti múltiplos orgasmos, um sexo selvagem que para mim foi mágico, transformador. Aí peguei as duas mãos deles e passei por todo o meu corpo, e me fez lembrar-se do calor do seu corpo, dos sussurros daquela voz macia e viril dele dizendo eu te amo.... Foram mil sensações libidinosas que senti naquele momento... Mas de repente senti uma série de transformações inexplicáveis que me perdi no momento do sexo.
Momentos depois, O Jorge estava em cima do meu corpo, e disse:
-Adeus querida, eu sempre vou te amar, mesmo morta!
Daí fechou o caixão e o túmulo. Saiu de lá emocionado, enxugando as lágrimas do seu rosto e foi para casa. Pois tinha me perdido e que só ficou nítidas saudades em seu peito...
Acordei-me com um enorme susto porque antes eu estava na cama, e terminei acordando ao lado do túmulo de Jorge. Será que foi verdade o só sonho? Pensei. Mas quem me acordou foi um coveiro perguntando:
-Moça, o que está fazendo aqui, deitada?
-Eu não sei... Eu estou sonhando...
Daí eu comecei a chorar. Chorando e dizendo o nome de Jorge, e o coveiro me abraçou, tentando-me confortar, enxugando as minhas lágrimas.

E fui pra casa, com aquele semblante cansado e de saudade do meu Jorge, que vai ser amado por toda minha vida!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Macário - Alvares de Azevedo ( Fragmento)



Gosto mais de uma garrafa de vinho que 
de um poema, mais de um beijo que do 
soneto mais harmonioso. Quanto ao canto 
dos passarinhos, ao luar sonolento, às 
noites límpidas, acho isso sumamente insípido.
 Os passarinhos sabem só uma cantiga. O luar 
é sempre o mesmo. Esse mundo é 
monótono a fazer morrer de sono.


Alvares de Azevedo 
                                                  

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

"Hereges"



Sombrias as faces que corrompem as esperanças
Heresias, esses que acusam as bruxas.
O sangue jorrando nas estacas
O uivar das pessoas na praças:
 - Herege, Herege!
Torturas dos carrascos que estremece
No fraco corpo das bruxas do Salem.

O fogo queima as carnes inocentes
Religiosos celebram
E o povo urram
Dizendo suas hereges!

E o castigo devora
Martirizando as senhoras
Nas horas mortas
Do "juízo final"

Malditos castigos!
Não poderiam serem punidas
As almas feridas
Odiadas em nome do seu deus

Que deus é este
Que não respeita e não perdoa
E prioriza as pessoas
Que vive de maldade no seu  "santo templo"?

Injustiça e maldição
Deixe-nos em paz então
Que eu siga a minha religião
No mais alto e remoto monte então!

Em fim chamas queimam as esperanças
E que viram cinzas impetuosas
O que eles chamam de herege
Eu o chamo de assassinos

Nas ruas de Salem...

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Grande Mãe ( Lua Cheia)



O que vejo?
Uma Lua entre nuvens
Mostrando sua grandeza
Sua luminosidade
Sua honra
Sua beleza!

Ai, admiro a Lua
Principalmente quando cheia
Resplandece a sua beleza
Representa a Grande mãe.

Adoro a noite
Me inspira, me enobrece
O escurecer me acolhe
Me enaltece.

Posso está me exagerando
O meu jeito de sentir
Mas é o que estou admirando
A força desse Luar
Que carinho me dá
E que magia vou praticar
Para a Grande Mãe, contemplar
Admirando o Luar

Em sua fase cheia a me iluminar!

Desditosa Escuridão



Eu sinto a luz
Dentro dessa imensa escuridão
Dentro dessa prisão
Que antes nada reluz.

Uma luz vaga, imprecisa
Que mais parece uma miragem
Nessa treva selvagem
Que não me liberta

Uma selva trevosa
Desditosa
Que me prende, me sufoca
Distanciando daquela luz
Que está indo embora
Entre as nuvens trevosas
Prenunciando tempestades...
...afogando-me nessa imensa escuridão

Desditosa!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Silêncio



Amo o silêncio que surgem dentro das florestas
O céu noturno coberto de neblinas.
Amo o deserto,
A calmaria doentia,
E a lua tardia
Que surge atrás das colinas!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Dizeres Íntimos - Florbela Espanca



É tão triste morrer na minha idade!
E vou ver os meus olhos, penitentes
Vestidinhos de roxo, como crentes
Do soturno convento da Saudade!
E logo vou olhar (com que ansiedade! ... )
As minhas mãos esguias, languescentes,
De brancos dedos, uns bebés doentes
Que hão-de morrer em plena mocidade!
E ser-se novo é ter-se o Paraíso,
É ter-se a estrada larga, ao sol, florida,
Aonde tudo é luz e graça e riso!
E os meus vinte e três anos... (Sou tão nova! )
Dizem baixinho a rir: “Que linda a vida! ... ”

Responde a minha Dor: “Que linda a cova! ... ”

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O Deus Verme - Augusto dos Anjos



Fator universal do transformismo,
Filho da teleológica matéria,
Na superabundância ou na miséria,
Verme — é o seu nome obscuro de batismo.
Jamais emprega o acérrimo exorcismo
Em sua diária ocupação funérea,
E vive em contubérnio com a bactéria,
Livre das roupas do antropomorfismo.
Almoça a podridão das drupas agras,
Janta hidrópicos, rói vísceras magras
E dos defuntos novos incha a mão...
Ah! Para ele é que a carne podre fica,
E no inventário da matéria rica
Cabe aos seus filhos a maior porção!

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

A Serpente que Dança - Charles Baudelaire



Em teu corpo, lânguida amante,
Me apraz contemplar,
Como um tecido vacilante,
A pele a faiscar.
Em tua fluida cabeleira
De ácidos perfumes,
Onda olorosa e aventureira
De azulados gumes,
Como um navio que amanhece
Mal desponta o vento,
Minha alma em sonho se oferece
Rumo ao firmamento.
Teus olhos, que jamais traduzem
Rancor ou doçura,
São jóias frias onde luzem
O ouro e a gema impura.
Ao ver-te a cadência indolente,
Bela de exaustão,
Dir-se-á que dança uma serpente
No alto de um bastão.
Ébria de preguiça infinita,
A fronte de infanta
Se inclina vagarosa e imita
A de uma elefanta.
E teu corpo pende e se aguça
Como escuna esguia,
Que às praias toca e se debruça
Sobre a espuma fria.
Qual uma inflada vaga oriunda
Dos gelos frementes,
Quando a água em tua boca inunda
A arcada dos dentes,
Bebo de um vinho que me infunde
Amargura e calma,
Um líquido céu que difunde
Astros em minha alma!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Tomentos Nazistas (Lamentos de um Judeu)



O timbre da tortura penetra na minha débil alma
minhas esperanças então invertidas por sequentes dores
dores de uma tirania penosa
injustiças do meu viver
insensatos por minha pobre raça
sendo extinguidos injustamente
brutalmente nessas chamas letais...

impede-me de respirar
o fôlego da minha árdua vida
e a expectativas feridas
por brutais munições
de oficiais de perniciosa alma
legião de hostilidades, usurpadores de esperanças

minha raça sendo presa neste pandemônio
rodeado de espinhos de ferro
no domínio mefistofélico
estampados com uma sangrenta suástica
sacrifício de um ódio racial...
que resulta o meu fim
nessas chamas ardentes
consumindo a minha carne
desgastados por sequentes torturas!

Pós - morte


Queria poder sumir
dissipar desse imundo mundo
embalsamado de sangue
derramado por almas inocentes
um mundo incandescente
que dilacera o meu ser...

não queria, deveras, ter morrido
queria poder doar
pedaços da minha vida
para almas merecidas
que lutam para não perder o folego de viver...
sinto-me em um completo vazio
sombrio, doentio,
envolta de gélidas neblinas
corroendo a minha alma lazarenta
plena de horrores
e demais feridas causadas pelos tempos soturnos
torturas repulsivas
pois vivo sobre os terrores da Lua Negra
onde morte domina o meu póstumo poder!

domingo, 10 de novembro de 2013

Meu Sonho - Parte 1


Quem me dera que se fosse verdade! E que essa verdade me libertaria, e que essa liberdade dissipasse o meu medo de me aventurar!
E que foi uma noite tão bela e tão neblinosa, segundo o meu sonho, uma noite de Lua Cheia que brilhava entre os crucifixos do cemitério ao lado e que me trazia um frio melancólico... Oriundo de saudades eternas, deixadas por um amor que se foi recentemente.
Esse amor se chamava Jorge, um sujeito de uma aparência extraordinária, com seus cabelos longos e negros, contrastando a sua pálida tez. Tinha um pleno gosto pelo o obscuro, e que daí tirava inspirações para compor poesias e canções. Andava sempre com seu violão, e que fazia serenatas para mim nas noites de sexta-feira. Ai como eu amava aquele homem! E que sua morte me deixou tão aflita, tão abalada... Foi uma perda tão grande como se parte do meu corpo fosse amputada. Ainda sinto tamanhas dores, saudades acesas que jamais irá se apagar... Em minha alma!
Jorge morreu assassinado durante um assalto na empresa onde trabalhava. Ele trabalhava no ramo de informática e como ele tinha um temperamento explosivo, reagiu durante o assalto e que aí o bandido deu dois tiros na cabeça dele e que morreu na hora. Isso aconteceu uns 2 dias atrás, e pelo o que o leitor pode notar, estou muito aflita, abatida pela dor da perda, perda tamanha, luto eterno!
O Jorge me fazia feliz, era o homem da minha vida. Iríamos nos casar no ano que vem, e tínhamos nítidos planos para o nosso matrimônio. Quando o conheci, foi amor a primeira vista, tive uma série de sentimentos inexplicáveis, como se o destino apontasse a pessoa certa para mim. Tínhamos muitas coisas em comum e ele dizia que eu era a menina dele, e que seríamos muito felizes eternamente.
Não dormi na noite de sua morte, e nem no dia seguinte. O choque, a dor me tirou o sono. E foi no 3° dia depois de sua morte é que me chegou um sono, um sono pesado e reconfortante. Dormi profundamente. E foi nesse sono que tive o sonho um tanto louco, medonho e com um toque de obsessão, por conta da extrema saudade que Jorge deixou em meu coração. E que sonhei nitidamente!

Continua na próxima semana...




sábado, 28 de setembro de 2013

Perdição



Um mundo de atrocidades
covardes alardes
ébrio de sangues
desejos profanos.

Insanidade e devassidão
de mãos dadas em ação
enlaçam a minha mente
induzida na perdição

Morri para esse mundo
liberta estou 
sou agora o além da vida
envolta de trevas malditas
uma escuridão perdida
em que minha alma plena de insanidades
em que anseio pela morte do seu mundo

um mundo de atrocidades 
covardes alardes
alma doentia
desejos genocidas.

Sou um espírito zombeteiro
vim de um mundo derradeiro
provoco medos alheios
um medo torturante e mortal

uma alma errante
profanando igrejas
incendiando a fé dos mortais
conduzindo pelos meus umbrais
Amores fatais
ordinários, explícitos
a mergulhar sob podres cadáveres 
condenados pelo destino

Ébrio de sangue estou
cedidos pelos demônios seguidores
de duros amores
profundos horrores
que reina sobre mim...

Minha alma doentia
Morta para esse mundo
E nesse mundo sou e serei livre
como uma eterna vadia!

sábado, 21 de setembro de 2013

Nas Garras do Demônio



Dane-se hipócritas!
também estarei lá
vou poder amar
um cavalheiro das minhas trevas
que reina no meu pandemônio
inebriante e sanguinolento
as suas energias malditas
que envenena por dentro
e estando a pulsar o meu coração
o veneno ardente em meu peito
fazendo-me padecer
da sua imponente alma
digno de um demônio
que seduz com a lascívia como os lábios de uma meretriz
um perfume inebriante
que desce aos meu seios
cálida carícia
que és inercia para o meu mundo posterior
um tanto langor
e que se esvai nesse ardor
absconso, herético, frenético...
a possuir de seu poder
nesse inferno ferino, instintos repulsivos
inebriante infinito
do sangue dos prazeres inocentes
inertes no jazigo eterno
encharcado pelo meu sangue!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Cosmogonia Herética



Rebeliões grassam o céu que jaz no crepuscular
sanguinolento, sórdido plenamente soturno
anjos se converte demônios
soberbos de forças, amargos de ira
e o deuses inebriando com as delicias do pecado
das mortais maculadas pela dor do sofrer
hipocrisia, que és sodomia do absconso breu!

Seres de podres poderes
oriundo das entranhas meretrizes
então devoradas por soberanos ferinos
que vorazmente cruzam  
desonrando a natureza humana
dilacerando o ventre de almas ardentes
um repulsivo ardor!

os deuses dos escombros terrestres
desvairo das donzelas hereges
das filhas que se vendem ao criador
inebriando o sangue inocente
sordidez dessa virgindade
que és orgia, então devotada a devassidão...

domingo, 8 de setembro de 2013

A Maldição do Gato Preto


   
Eram 3:13 da manhã. Estava sem sono e liguei a tevê par ver o que estava passando, mudei de canal e coloquei no canal dos filmes e que estava passando um filme de horror que não sei o nome. De repente eu ouço um miado, um miado de um gato adulto, mais um miado mimoso, como se o gato estivesse no cio. O estranho e que o miado não vinha do telhado da minha casa, vinha do meu quarto e era onde eu estava. O miado começou a ficar constante e alto, e comecei a ficar assustada, e fui procurar onde estava esse gato. Procurei no guarda-roupa, na cômoda e atrás destes, atrás da tevê, e quando eu virei para cama, levei um susto! O gato estava em cima da minha cama, sentadinho e olhando para mim. Parou de miar. Era um gato de cor preta, grande, de olhos amarelados e de pelos macios e curtos. O gato era bonito, mas mesmo assim fiquei pasmada com o jeito de me encarar. Estava tentado adivinhar por onde esse gato entrou aqui no quarto nessas horas da noite. Será que esse gato entrou muito antes e se escondeu por aqui? Como, se nunca vi um gato desses nos arredores da minha casa! Eu não tenho animais de estimação, e a vizinhança só tem cachorros, e o único que tem gato é um casal de idosos que mora a três quadras daqui, e o gato deles e um persa branco. E por ai, fiquei sem entender. Daí, o gato voltou a miar, como se estivesse no cio, e por ai não parava mais, e eu fui me aproximado do gato para ver se ele era dócil, e quando eu fiquei do lado e comecei a alisar o bichano, o seu miado começou a mudar, a ficar grosso, como se não estivesse gostando do meu carinho. O tom do miado estava ficando esquisito e destorcido, e não era mais o “miau”, era um som estranho, que não podia compreender. Os olhos do gato brilhavam como ouro e que subitamente os olhos ficaram vermelhos como fogo, e que ficaram em chamas ardentes e venenosas, que me causou tonturas e por fim, desmaiei.
Dez minutos se passaram eu me recuperei do desmaio. A tevê estava ligada e notei que o gato não estava mais na minha cama. Procurei por todo o quarto e o não o encontrei. A porta e a janela estavam trancadas e como o gato poderia sair do meu quarto assim, como passe de magica? Daí eu continuei a procurar dentro dos móveis, mas não o achei. Daí eu tentei pensar que o gato deve estar por ai, num lugar bem escondido do quarto, talvez no fundo da sapateira, ou dentro da cesta de roupa suja, coisa assim.
Voltei para a cama para assistir tevê, mas com a mente voltada nesse incidente tão misterioso e confuso. Estava tentando descobrir como esse gato preto foi parar aqui no quarto nessas horas, e porque este parecia tão estranho para mim, que chegou a miar distorcido e grosso e aqueles olhos reluzirem como chamas, e transmitir um ardor que me fez desmaiar. E por ai, estava achando algumas hipóteses para entender o inicio desse mistério. Minutos depois escutei o miado, miado normal, e chamei o gato pelo o estalar dos dedos e quando me virei para o lado direito da cama, um susto imenso! Uma figura feminina com o seu aspecto cadavérico, trajada de vestido desgastado na cor preta, cabelos longos e negros e despenteados, o seu semblante mostrava fúria, o seu sorriso era maléfico e o seus olhos estavam chamejantes iguais do gato. Eu gritava, gritava tão forte mais meu grito não proferia som algum. Era um grito mudo e desesperador. E durante o meu grito, a cadavérica dizia umas palavras “alma, virgem, sangue, devorar”, dizia essas palavras cada vez que se aproximava de mim, e eu gritava tanto que cheguei a arrebentar as minhas cordas vocais, por eu forçar a gritar com som, para que a minha família possa a me ouvir. Tentei fugir do meu quarto, só que tanto a porta, quanto a janela estavam plenamente trancadas, então, fui ate o chaveiro da porta, e a chave desapareceu de lá, tentei abrir a janela e não consegui. Também não consegui arrombar a porta, e por fim eu bati com toda a força que restava em mim, mas a aparição se aproximava mais e dizendo aquelas palavras. E então, não podia fazer mais nada para me proteger, cheguei ao clímax do desespero e do medo. A criatura me pegou pelos braços e mordeu o meu pescoço. Sugou quase todo o meu sangue, que eu desfaleci. E depois desapareceu misteriosamente.
Passei três meses na UTI, inconsciente, debilitada e entre a vida e a morte. Minha garganta estava arruinada, perdi 70% de sangue e a cor de minha pele estava uma palidez extrema, semelhante a um cadáver. Sofri de perda de memoria temporária, e levei dois meses para recuperar toda a minha memoria. E foi ai que me lembrei da tragédia e que ainda não consigo entender como aquele gato foi parar no meu quarto em plena madrugada. Eu estou indagando a mim mesmo, se foi sonho ou fato aquele mistério inexplicável no meu quarto. Se for meramente sonho, não foi sonho, foi um pesadelo daqueles bem severos! Bom, se foi um pesadelo, então porque eu passei três meses no hospital, moribunda, consequente dessas coisas? Talvez eu sofresse um acidente, um colapso nervoso ou coisas do tipo. Mas eu não queria acreditar nesse “pesadelo”, e que isso continue se chamando de pesadelo.
Talvez seja impossível dizer que o ocorrido foi pesadelo, porque logo abaixo do meu umbigo há um desenho de uma estrela invertida com circulo e logo abaixo, havia uma frase em latim que eu não sabia o que significava. Acho que ninguém percebeu dessa “tatuagem”, porque ela está de uma cor muito próxima a cor de minha pele, mas essa suposta tatuagem estava de uma forma bruta como se fosse corte. Fui mostrar isso a uma amiga da cidade onde morava, que ela e especialista nos assuntos de ocultismo, contei pra ela o que havia acontecido comigo e perguntei para ela o que significava esse símbolo e o que dizia nas palavras. Daí ela me examinou, através das cartas e bola de cristal, e que detectou o começo de tudo que aconteceu comigo naquela madrugada. Segundo ela, a casa onde moro foi construída na década de 20 (isso e verdade, ate porque a casa tem o estilo da época), e que na casa, morava uma viúva de 67 anos, e que seus filhos morreram, e que fazia rituais satânicos. Na sua época de casada, ela sacrificava seus filhos recém-nascidos para Lúcifer, e que mais tarde, ela sacrificou o marido. Ela passou o resto de sua vida sozinha e passou a criar gatos, gatos pretos de olhos amarelo- ouros. Antes de morrer, ela fez um pacto para Lúcifer, que venderia a própria vida se a alma dela transformasse em um gato, semelhante aos que ela criava. O pacto foi cumprido, e que até a alma dessa viúva se transformou em um gato preto, que se transforma em zumbi para se alimentar o sangue de moças virgens. E o aparecimento do gato e repentino, pode aparecer qualquer hora. Quanto ao símbolo, significa um pentagrama posicionado para invocações aos espíritos das trevas e que as palavras regem que seu corpo pertence ao Satã, e quando você morrer, sua alma vai se transformar em um ser demoníaco.
Fiquei completamente pasma e horrorizada. Minha pressão baixou e passei mal. Quando eu fui embora, fiquei pensando no que a minha amiga falou, eu me mudei há pouco tempo para aquela maldita casa e acontecimentos estranhos só foi essa comigo. Sei que depois disso eu tenho pouco tempo de vida, o que me deixa com mais medo e angustia. Vou ter que avisar pra minha família se mudar dali e contar tudo pra eles. Mas quando cheguei a casa, vi o cumulo da maldição. Encontrei meus pais e minha irmã estirados no chão da sala e sem vida. Os corpos estavam ensanguentados, nus e que nas suas testas havia um desenho do pentagrama invertido feito de sangue e que nos suas partes intimas havia o numero 666 e uma pequena cruz invertida. E bem em cima de minha irmã, estava o desgraçado do gato, sentado e me encarando com seus olhares chamejantes, que não mais miava e dizia em um tom de voz diabólica “BAPHOMET, HELL, SATAN”.

Então, sai correndo daquela casa, e gritando feita louca, gritando sem limites, e correndo para um lugar distante, em direção ao crepúsculo, anunciando um anoitecer agonizante e mortífero!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Um Dia...



um dia,
um dia, nada mais...
vivendo desiguais
inferiores aos animais
seus jogos mortais
clamando os ais.

um dia, nada mais um dia...
a me entregar aos amores violentos
mórbidos desejos e valentias
meu corpo, ausente de sangue, está sedento.

dia, vadia dia,
vinganças e euforias
sedenta de agonias
moribundos entes
de sofrimentos alheios
morrendo aos meus pés sangrentos
seres que pagam um alto preço
o sangue que derrama sobre o meu penar
a morte é o preço
e que fico sedento do seus sangue
um amargo sofrimento diante do meus olhos
inebriante, impetuoso,
agonias que são vitórias do meu sofrer
prazer na sua ultima dor!
Fim do seu dia!

Maldito ais!



Se eu te conhecer
nas curvas da escuridão sombria
descerrar minha alma doentia
me inebriar de uma paixão tardia.

O véu lunar ilumina o cais
vivemos em mundo desiguais
libidinosos, beijos fatais,
meu corpo enlaça, no seu corpo, uivando ais!

Maldito ais!
Prazeres em vão
que se apaga no céu noturno
e que me encontro em solidão
Maldito ais!
Traição fatal
de um beijo inebriante de uma meretriz
e que na manhã se transforma em necrose infeliz.

Não te conheço
Nas curvas dessa escuridão
onde há assolação
paixão em vão!

O véu lunar ensanguenta o cais
um mundo mórbido, vivemos desiguais
Orgias violentas, sussurros grotescos,
meu corpo adormece em seu jazigo e nada mais!

Bendito ais!
ignotos instintos
que se desvairam e almas imortais!
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