sábado, 28 de setembro de 2013

Perdição



Um mundo de atrocidades
covardes alardes
ébrio de sangues
desejos profanos.

Insanidade e devassidão
de mãos dadas em ação
enlaçam a minha mente
induzida na perdição

Morri para esse mundo
liberta estou 
sou agora o além da vida
envolta de trevas malditas
uma escuridão perdida
em que minha alma plena de insanidades
em que anseio pela morte do seu mundo

um mundo de atrocidades 
covardes alardes
alma doentia
desejos genocidas.

Sou um espírito zombeteiro
vim de um mundo derradeiro
provoco medos alheios
um medo torturante e mortal

uma alma errante
profanando igrejas
incendiando a fé dos mortais
conduzindo pelos meus umbrais
Amores fatais
ordinários, explícitos
a mergulhar sob podres cadáveres 
condenados pelo destino

Ébrio de sangue estou
cedidos pelos demônios seguidores
de duros amores
profundos horrores
que reina sobre mim...

Minha alma doentia
Morta para esse mundo
E nesse mundo sou e serei livre
como uma eterna vadia!

sábado, 21 de setembro de 2013

Nas Garras do Demônio



Dane-se hipócritas!
também estarei lá
vou poder amar
um cavalheiro das minhas trevas
que reina no meu pandemônio
inebriante e sanguinolento
as suas energias malditas
que envenena por dentro
e estando a pulsar o meu coração
o veneno ardente em meu peito
fazendo-me padecer
da sua imponente alma
digno de um demônio
que seduz com a lascívia como os lábios de uma meretriz
um perfume inebriante
que desce aos meu seios
cálida carícia
que és inercia para o meu mundo posterior
um tanto langor
e que se esvai nesse ardor
absconso, herético, frenético...
a possuir de seu poder
nesse inferno ferino, instintos repulsivos
inebriante infinito
do sangue dos prazeres inocentes
inertes no jazigo eterno
encharcado pelo meu sangue!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Cosmogonia Herética



Rebeliões grassam o céu que jaz no crepuscular
sanguinolento, sórdido plenamente soturno
anjos se converte demônios
soberbos de forças, amargos de ira
e o deuses inebriando com as delicias do pecado
das mortais maculadas pela dor do sofrer
hipocrisia, que és sodomia do absconso breu!

Seres de podres poderes
oriundo das entranhas meretrizes
então devoradas por soberanos ferinos
que vorazmente cruzam  
desonrando a natureza humana
dilacerando o ventre de almas ardentes
um repulsivo ardor!

os deuses dos escombros terrestres
desvairo das donzelas hereges
das filhas que se vendem ao criador
inebriando o sangue inocente
sordidez dessa virgindade
que és orgia, então devotada a devassidão...

domingo, 8 de setembro de 2013

A Maldição do Gato Preto


   
Eram 3:13 da manhã. Estava sem sono e liguei a tevê par ver o que estava passando, mudei de canal e coloquei no canal dos filmes e que estava passando um filme de horror que não sei o nome. De repente eu ouço um miado, um miado de um gato adulto, mais um miado mimoso, como se o gato estivesse no cio. O estranho e que o miado não vinha do telhado da minha casa, vinha do meu quarto e era onde eu estava. O miado começou a ficar constante e alto, e comecei a ficar assustada, e fui procurar onde estava esse gato. Procurei no guarda-roupa, na cômoda e atrás destes, atrás da tevê, e quando eu virei para cama, levei um susto! O gato estava em cima da minha cama, sentadinho e olhando para mim. Parou de miar. Era um gato de cor preta, grande, de olhos amarelados e de pelos macios e curtos. O gato era bonito, mas mesmo assim fiquei pasmada com o jeito de me encarar. Estava tentado adivinhar por onde esse gato entrou aqui no quarto nessas horas da noite. Será que esse gato entrou muito antes e se escondeu por aqui? Como, se nunca vi um gato desses nos arredores da minha casa! Eu não tenho animais de estimação, e a vizinhança só tem cachorros, e o único que tem gato é um casal de idosos que mora a três quadras daqui, e o gato deles e um persa branco. E por ai, fiquei sem entender. Daí, o gato voltou a miar, como se estivesse no cio, e por ai não parava mais, e eu fui me aproximado do gato para ver se ele era dócil, e quando eu fiquei do lado e comecei a alisar o bichano, o seu miado começou a mudar, a ficar grosso, como se não estivesse gostando do meu carinho. O tom do miado estava ficando esquisito e destorcido, e não era mais o “miau”, era um som estranho, que não podia compreender. Os olhos do gato brilhavam como ouro e que subitamente os olhos ficaram vermelhos como fogo, e que ficaram em chamas ardentes e venenosas, que me causou tonturas e por fim, desmaiei.
Dez minutos se passaram eu me recuperei do desmaio. A tevê estava ligada e notei que o gato não estava mais na minha cama. Procurei por todo o quarto e o não o encontrei. A porta e a janela estavam trancadas e como o gato poderia sair do meu quarto assim, como passe de magica? Daí eu continuei a procurar dentro dos móveis, mas não o achei. Daí eu tentei pensar que o gato deve estar por ai, num lugar bem escondido do quarto, talvez no fundo da sapateira, ou dentro da cesta de roupa suja, coisa assim.
Voltei para a cama para assistir tevê, mas com a mente voltada nesse incidente tão misterioso e confuso. Estava tentando descobrir como esse gato preto foi parar aqui no quarto nessas horas, e porque este parecia tão estranho para mim, que chegou a miar distorcido e grosso e aqueles olhos reluzirem como chamas, e transmitir um ardor que me fez desmaiar. E por ai, estava achando algumas hipóteses para entender o inicio desse mistério. Minutos depois escutei o miado, miado normal, e chamei o gato pelo o estalar dos dedos e quando me virei para o lado direito da cama, um susto imenso! Uma figura feminina com o seu aspecto cadavérico, trajada de vestido desgastado na cor preta, cabelos longos e negros e despenteados, o seu semblante mostrava fúria, o seu sorriso era maléfico e o seus olhos estavam chamejantes iguais do gato. Eu gritava, gritava tão forte mais meu grito não proferia som algum. Era um grito mudo e desesperador. E durante o meu grito, a cadavérica dizia umas palavras “alma, virgem, sangue, devorar”, dizia essas palavras cada vez que se aproximava de mim, e eu gritava tanto que cheguei a arrebentar as minhas cordas vocais, por eu forçar a gritar com som, para que a minha família possa a me ouvir. Tentei fugir do meu quarto, só que tanto a porta, quanto a janela estavam plenamente trancadas, então, fui ate o chaveiro da porta, e a chave desapareceu de lá, tentei abrir a janela e não consegui. Também não consegui arrombar a porta, e por fim eu bati com toda a força que restava em mim, mas a aparição se aproximava mais e dizendo aquelas palavras. E então, não podia fazer mais nada para me proteger, cheguei ao clímax do desespero e do medo. A criatura me pegou pelos braços e mordeu o meu pescoço. Sugou quase todo o meu sangue, que eu desfaleci. E depois desapareceu misteriosamente.
Passei três meses na UTI, inconsciente, debilitada e entre a vida e a morte. Minha garganta estava arruinada, perdi 70% de sangue e a cor de minha pele estava uma palidez extrema, semelhante a um cadáver. Sofri de perda de memoria temporária, e levei dois meses para recuperar toda a minha memoria. E foi ai que me lembrei da tragédia e que ainda não consigo entender como aquele gato foi parar no meu quarto em plena madrugada. Eu estou indagando a mim mesmo, se foi sonho ou fato aquele mistério inexplicável no meu quarto. Se for meramente sonho, não foi sonho, foi um pesadelo daqueles bem severos! Bom, se foi um pesadelo, então porque eu passei três meses no hospital, moribunda, consequente dessas coisas? Talvez eu sofresse um acidente, um colapso nervoso ou coisas do tipo. Mas eu não queria acreditar nesse “pesadelo”, e que isso continue se chamando de pesadelo.
Talvez seja impossível dizer que o ocorrido foi pesadelo, porque logo abaixo do meu umbigo há um desenho de uma estrela invertida com circulo e logo abaixo, havia uma frase em latim que eu não sabia o que significava. Acho que ninguém percebeu dessa “tatuagem”, porque ela está de uma cor muito próxima a cor de minha pele, mas essa suposta tatuagem estava de uma forma bruta como se fosse corte. Fui mostrar isso a uma amiga da cidade onde morava, que ela e especialista nos assuntos de ocultismo, contei pra ela o que havia acontecido comigo e perguntei para ela o que significava esse símbolo e o que dizia nas palavras. Daí ela me examinou, através das cartas e bola de cristal, e que detectou o começo de tudo que aconteceu comigo naquela madrugada. Segundo ela, a casa onde moro foi construída na década de 20 (isso e verdade, ate porque a casa tem o estilo da época), e que na casa, morava uma viúva de 67 anos, e que seus filhos morreram, e que fazia rituais satânicos. Na sua época de casada, ela sacrificava seus filhos recém-nascidos para Lúcifer, e que mais tarde, ela sacrificou o marido. Ela passou o resto de sua vida sozinha e passou a criar gatos, gatos pretos de olhos amarelo- ouros. Antes de morrer, ela fez um pacto para Lúcifer, que venderia a própria vida se a alma dela transformasse em um gato, semelhante aos que ela criava. O pacto foi cumprido, e que até a alma dessa viúva se transformou em um gato preto, que se transforma em zumbi para se alimentar o sangue de moças virgens. E o aparecimento do gato e repentino, pode aparecer qualquer hora. Quanto ao símbolo, significa um pentagrama posicionado para invocações aos espíritos das trevas e que as palavras regem que seu corpo pertence ao Satã, e quando você morrer, sua alma vai se transformar em um ser demoníaco.
Fiquei completamente pasma e horrorizada. Minha pressão baixou e passei mal. Quando eu fui embora, fiquei pensando no que a minha amiga falou, eu me mudei há pouco tempo para aquela maldita casa e acontecimentos estranhos só foi essa comigo. Sei que depois disso eu tenho pouco tempo de vida, o que me deixa com mais medo e angustia. Vou ter que avisar pra minha família se mudar dali e contar tudo pra eles. Mas quando cheguei a casa, vi o cumulo da maldição. Encontrei meus pais e minha irmã estirados no chão da sala e sem vida. Os corpos estavam ensanguentados, nus e que nas suas testas havia um desenho do pentagrama invertido feito de sangue e que nos suas partes intimas havia o numero 666 e uma pequena cruz invertida. E bem em cima de minha irmã, estava o desgraçado do gato, sentado e me encarando com seus olhares chamejantes, que não mais miava e dizia em um tom de voz diabólica “BAPHOMET, HELL, SATAN”.

Então, sai correndo daquela casa, e gritando feita louca, gritando sem limites, e correndo para um lugar distante, em direção ao crepúsculo, anunciando um anoitecer agonizante e mortífero!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Um Dia...



um dia,
um dia, nada mais...
vivendo desiguais
inferiores aos animais
seus jogos mortais
clamando os ais.

um dia, nada mais um dia...
a me entregar aos amores violentos
mórbidos desejos e valentias
meu corpo, ausente de sangue, está sedento.

dia, vadia dia,
vinganças e euforias
sedenta de agonias
moribundos entes
de sofrimentos alheios
morrendo aos meus pés sangrentos
seres que pagam um alto preço
o sangue que derrama sobre o meu penar
a morte é o preço
e que fico sedento do seus sangue
um amargo sofrimento diante do meus olhos
inebriante, impetuoso,
agonias que são vitórias do meu sofrer
prazer na sua ultima dor!
Fim do seu dia!

Maldito ais!



Se eu te conhecer
nas curvas da escuridão sombria
descerrar minha alma doentia
me inebriar de uma paixão tardia.

O véu lunar ilumina o cais
vivemos em mundo desiguais
libidinosos, beijos fatais,
meu corpo enlaça, no seu corpo, uivando ais!

Maldito ais!
Prazeres em vão
que se apaga no céu noturno
e que me encontro em solidão
Maldito ais!
Traição fatal
de um beijo inebriante de uma meretriz
e que na manhã se transforma em necrose infeliz.

Não te conheço
Nas curvas dessa escuridão
onde há assolação
paixão em vão!

O véu lunar ensanguenta o cais
um mundo mórbido, vivemos desiguais
Orgias violentas, sussurros grotescos,
meu corpo adormece em seu jazigo e nada mais!

Bendito ais!
ignotos instintos
que se desvairam e almas imortais!
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