terça-feira, 31 de dezembro de 2013

3 anos de Santuário das Trevas!!!


Mais uma ano de obscuras poesias, contos e histórias que inspiram o lado escuro da vida! parabéns santuário das Trevas, por estar divulgando os obscuros sentimentos do meu cotidiano!!!

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Meu Sonho - Parte 2



No sonho, estava plena de saudades. Aquela angústia que aflora intensamente o meu coração, uma saudade louca de rever o Jorge, mesmo morto... Pois essa saudade me fez chorar muito... e cometer loucuras para ficar perto do meu Jorge. Pois é o que pretendia fazer.
Levantei-me da cama, e era justamente as 3 da madrugada. Saí de fininho de casa vestida de uma camisola esvoaçante de seda branca que o Jorge me deu no presente do dia dos namorados. A rua estava silenciosa, mal iluminada e fazia um frio intenso, mas o meu instinto louco e de amor ao Jorge me fazia superar todos os obstáculos naquele momento.
E fui andando, até o cemitério aonde ele foi sepultado. Meu coração batia tanto que parecia sair da minha boca, as emoções afloravam em minha alma, e a ansiedade estava a mil por hora. E quando cheguei no portão do cemitério, estava trancado, daí eu pulei o muro, e fui andando até túmulo dele. Quando eu cheguei ao túmulo de Jorge, eu me ajoelhei e comecei a chorar, a chorar muito, dizendo:
_ Oh meu Jorge, você me faz falta, meu bem... Você é parte da minha vida, que foi roubada de mim... Eu te amo Jorge, eu te amo muito! Eu te amo... Eu te amo.... Meu Jorge...
Soluçava muito, pois não agüentava mais viver sem ele, era um amor doentio, mórbido, que me fez cometer mais outra loucura: Escavar o seu túmulo. Pois eu fui até uma casinha onde ficavam as ferramentas dos coveiros e peguei uma pá. E depois fui escavando o túmulo de Jorge e abri o caixão dele. Que caixão bonito! Todo preto do jeito que o Jorge gostava. E lá estava o corpo de Jorge, cadáver ainda fresco, e sem nenhuma marca de putrefação! Mas estava tão pálido e gelado que dava dó. Acariciei o rosto dele, o corpo dele, e até as partes íntimas dele, e isso me bateu um tesão... Pois eu tirei a minha roupa e desabotoei o sobretudo e a calça dele, e fiz amor com ele. Senti múltiplos orgasmos, um sexo selvagem que para mim foi mágico, transformador. Aí peguei as duas mãos deles e passei por todo o meu corpo, e me fez lembrar-se do calor do seu corpo, dos sussurros daquela voz macia e viril dele dizendo eu te amo.... Foram mil sensações libidinosas que senti naquele momento... Mas de repente senti uma série de transformações inexplicáveis que me perdi no momento do sexo.
Momentos depois, O Jorge estava em cima do meu corpo, e disse:
-Adeus querida, eu sempre vou te amar, mesmo morta!
Daí fechou o caixão e o túmulo. Saiu de lá emocionado, enxugando as lágrimas do seu rosto e foi para casa. Pois tinha me perdido e que só ficou nítidas saudades em seu peito...
Acordei-me com um enorme susto porque antes eu estava na cama, e terminei acordando ao lado do túmulo de Jorge. Será que foi verdade o só sonho? Pensei. Mas quem me acordou foi um coveiro perguntando:
-Moça, o que está fazendo aqui, deitada?
-Eu não sei... Eu estou sonhando...
Daí eu comecei a chorar. Chorando e dizendo o nome de Jorge, e o coveiro me abraçou, tentando-me confortar, enxugando as minhas lágrimas.

E fui pra casa, com aquele semblante cansado e de saudade do meu Jorge, que vai ser amado por toda minha vida!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Macário - Alvares de Azevedo ( Fragmento)



Gosto mais de uma garrafa de vinho que 
de um poema, mais de um beijo que do 
soneto mais harmonioso. Quanto ao canto 
dos passarinhos, ao luar sonolento, às 
noites límpidas, acho isso sumamente insípido.
 Os passarinhos sabem só uma cantiga. O luar 
é sempre o mesmo. Esse mundo é 
monótono a fazer morrer de sono.


Alvares de Azevedo 
                                                  

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

"Hereges"



Sombrias as faces que corrompem as esperanças
Heresias, esses que acusam as bruxas.
O sangue jorrando nas estacas
O uivar das pessoas na praças:
 - Herege, Herege!
Torturas dos carrascos que estremece
No fraco corpo das bruxas do Salem.

O fogo queima as carnes inocentes
Religiosos celebram
E o povo urram
Dizendo suas hereges!

E o castigo devora
Martirizando as senhoras
Nas horas mortas
Do "juízo final"

Malditos castigos!
Não poderiam serem punidas
As almas feridas
Odiadas em nome do seu deus

Que deus é este
Que não respeita e não perdoa
E prioriza as pessoas
Que vive de maldade no seu  "santo templo"?

Injustiça e maldição
Deixe-nos em paz então
Que eu siga a minha religião
No mais alto e remoto monte então!

Em fim chamas queimam as esperanças
E que viram cinzas impetuosas
O que eles chamam de herege
Eu o chamo de assassinos

Nas ruas de Salem...

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Grande Mãe ( Lua Cheia)



O que vejo?
Uma Lua entre nuvens
Mostrando sua grandeza
Sua luminosidade
Sua honra
Sua beleza!

Ai, admiro a Lua
Principalmente quando cheia
Resplandece a sua beleza
Representa a Grande mãe.

Adoro a noite
Me inspira, me enobrece
O escurecer me acolhe
Me enaltece.

Posso está me exagerando
O meu jeito de sentir
Mas é o que estou admirando
A força desse Luar
Que carinho me dá
E que magia vou praticar
Para a Grande Mãe, contemplar
Admirando o Luar

Em sua fase cheia a me iluminar!

Desditosa Escuridão



Eu sinto a luz
Dentro dessa imensa escuridão
Dentro dessa prisão
Que antes nada reluz.

Uma luz vaga, imprecisa
Que mais parece uma miragem
Nessa treva selvagem
Que não me liberta

Uma selva trevosa
Desditosa
Que me prende, me sufoca
Distanciando daquela luz
Que está indo embora
Entre as nuvens trevosas
Prenunciando tempestades...
...afogando-me nessa imensa escuridão

Desditosa!

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Silêncio



Amo o silêncio que surgem dentro das florestas
O céu noturno coberto de neblinas.
Amo o deserto,
A calmaria doentia,
E a lua tardia
Que surge atrás das colinas!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Dizeres Íntimos - Florbela Espanca



É tão triste morrer na minha idade!
E vou ver os meus olhos, penitentes
Vestidinhos de roxo, como crentes
Do soturno convento da Saudade!
E logo vou olhar (com que ansiedade! ... )
As minhas mãos esguias, languescentes,
De brancos dedos, uns bebés doentes
Que hão-de morrer em plena mocidade!
E ser-se novo é ter-se o Paraíso,
É ter-se a estrada larga, ao sol, florida,
Aonde tudo é luz e graça e riso!
E os meus vinte e três anos... (Sou tão nova! )
Dizem baixinho a rir: “Que linda a vida! ... ”

Responde a minha Dor: “Que linda a cova! ... ”

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O Deus Verme - Augusto dos Anjos



Fator universal do transformismo,
Filho da teleológica matéria,
Na superabundância ou na miséria,
Verme — é o seu nome obscuro de batismo.
Jamais emprega o acérrimo exorcismo
Em sua diária ocupação funérea,
E vive em contubérnio com a bactéria,
Livre das roupas do antropomorfismo.
Almoça a podridão das drupas agras,
Janta hidrópicos, rói vísceras magras
E dos defuntos novos incha a mão...
Ah! Para ele é que a carne podre fica,
E no inventário da matéria rica
Cabe aos seus filhos a maior porção!
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